Um prende o outro solta. Um prende o outro solta. Olha que se não estivesse tão mais velho diria que estaríamos brincando de “vivo, morto, vivo, morto”. Sim esta brincadeira que ainda faz parte do universo infantil.
Esse show pirotécnico tem sido o motivo de grandes nós em minha cabeça. O nosso ilustríssimo Poder Judiciário esta em guerra, sim em guerra. Guerra essa que já nem sei mais se estamos tratando de superegos travando forças, ou de que a Justiça seja cumprida na sua plenitude e de forma Legal.
Este fato que tem ocupado boa parte do jornalismo brasileiro, tanto televisa quanto impresso, continuam obscuros e com algumas perguntas, pelo menos na minha pequenez compreensão não respondidas. Entre eles destacariam alguns:
- Será que boa parte da nossa população sabe de fato o que esta acontecendo com o Poder Judiciário? Vou mais além, as linguagens utilizadas pelos repórteres e magistrados é clara a ponto desses trabalhadores entenderem o fogo cruzado que está se constituindo?
-O que de fato estes três figurões tão bem conhecidos por alguns fizeram? Lavagem de dinheiro, tráfico de influência, desvio de verbas públicas e outras situações indecorosas que lesam o Brasil, o seu sistema financeiro e conseqüentemente a qualidade devida dos brasileiros.
Tudo é muito nebuloso, e o pior ninguém veio a público explicar que tipos de prejuízos o Brasil teve e está tendo com as ações desses cidadãos. Indo além, esses prejuízos serão ressarcidos de que forma? Quando? Onde?
Num país que é rico em cobranças de impostos, não é capaz de fazer com que estes milhões de dólares voltem a engordar os cofres públicos, a fim de que haja uma carga tributária menor.
Vejo na televisão um espetáculo de defesas, o porquê prendeu e o porquê soltou, o porquê prendeu e o porquê soltou.
Meu Deus o caso é mais sério do que pensamos, pois ao invés de centrarmos nos olhares ao Ministro do Supremo e ao Juiz Federal deveríamos lotar as ruas e clamar para que atos como estes sejam banidos do nosso Brasil. Isto sim é Estado de Direito. Na época do “impeachment” do Collor, as caras pintadas lotaram as praças, pedindo o afastamento do presidente, já passou da hora de darmos um basta nesta situação, onde os crimes de colarinhos brancos são sempre levados ao esquecimento.
O Brasil tem se tornado um país onde somente os excluídos, os marginalizados têm seus direitos cassados e suas liberdades roubadas. Com esta frase não estou aqui defendendo criminosos de alta periculosidade. Porém não vejo rapidez em concessão de liminares de “Habeas Corpus” para aqueles que cometeram pequenos furtos ou deslizes.
Aproveito este ensaio para dizer que o E.C.A (Estatuto da Criança e Adolescente) completou sua maioridade e mesmo assim continuamos a assistir crianças sendo abusadas, exploradas, fora das escolas, marginalizadas.
Continuo vendo idosos morrerem por falta de hospitais, por não receberem se quer um beneficio digno para comprar suas medicações diárias e viver de forma digna.
Há poucas semanas, sem tirar o mérito da questão assistimos o ressarcimento de Maria Penha, sim aquela senhora que foi esfaqueada pelo marido e que ficou paraplégica, dando origem assim a Lei Maria Penha. Mas vale lembrar que milhares de Maria da Penha continuam sendo exploradas, mortas, esquartejadas não só pelos seus maridos, mas pela sociedade num todo, pois toda vez que uma mulher procura um clinica médica em busca de um exame de rotina ginecológico e não consegue também é morta.
Voltando aos figurões faz-se necessário explicar a população que as atitudes desses cidadãos, somadas a tantas outras que contribuem para que haja hospitais sem leitos, super lotados, pessoas morrendo nos corredores sem atendimento médico decente. Que as escolas continuarão superlotadas produzindo analfabetos funcionais.
Que mais favelas surgirão, que o consumo de drogas aumentará assustadoramente levando a destruição milhares de lares. Enfim que essas mazelas vividas no Brasil têm nome e sobrenome IMPUNIDADE.
Não se há respeito com o cidadão brasileiro, mas ao contrário a preocupação é construir mais presídios, agora me digam para quem ocupar? Certamente os grandes figurões nem por lá passarão.
Parafraseando a música de Bezerra da Silva “Se você estiver afim de prender o malandro pode voltar pelo mesmo caminho, o ladrão esta escondido lá embaixo atrás da gravata e do colarinho".
terça-feira, 15 de julho de 2008
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