domingo, 13 de maio de 2012

Dia das mães


Dia das Mães
Viva Nossa Senhora
Neste dia tão sublime e especial em que os filhos do Brasil voltam seus olhares para suas mães, quero aqui poder dissertar sobre este tema. Eu não podiam podia não homenageá-las
 É verdade que este dia foi criado pelo mundo capitalista que vivemos, porém também é verdade que se não houvesse este dia dedicado as mães, muitos filhos não pensariam nelas. Haja vista que mesmo com a criação deste momento muitos se querem, lembram-se de suas amadas.
 Alguns por conveniência, ou por necessidades as abandonam nos seus lares a própria sorte, ou os mais abastados deixam as nos asilos da vida.
Mãe é algo tão divino é inexplicável que nenhuma palavra ou texto conseguiria descrevê-las.
O que eu vou contar aqui é até antagônica se levarmos em consideração o que eu escrevi acima.
 Minha mãe me abandonou aos 04 anos de idade, não somente a mim, mas meus seis irmãos.
Que loucura, que desespero, que sentimento horrível, cada um de nós sentimos até hoje. A sensação de ser abandonada por sua genitora é terrível, inexplicável.
Concordo plenamente, que ela não era obrigada a viver com meu pai. Seja pelos defeitos dele, ou por não mais sentir amor por ele, mas abandonar seus filhos é algo muito duro.
Essa atitude impensada trouxe-nos vários problemas, conflitos, carências, que até hoje nos perseguem. São os nossos fantasmas.
Assim como eu, os meus dois irmãos menores não tinham uma imagem construída em nossas mentes sobre ela. Ou seja, ele não havia registrado um retrato, onde pudéssemos descrevê-la.
E o pior não tínhamos nenhuma noticia dela, nenhum parente,nada.
 Lembro-me perfeitamente que no dia das mães, os professores como hoje, se organizavam para preparem junto com seus alunos, lembranças para elas. Porém eu não tinha a quem oferecer.
Apesar de ter minha irmã mais velha, que não era tão mais velha assim, e que doou sua vida para cuidar de nós, e a quem eu sou muito grata, eu sabia que não era minha mãe.
Vivi esse drama por muitos anos, cresci, casei-me, tive filhos, mas nunca ame esqueci e alimentava em meu coração o desejo de conhecer a minha genitora.
Certo dia, por desempenhar diversos serviços na Paróquia de São Francisco Xavier, em Vila Missionária, São Paulo Capital, fui convidado a pregar sobre nossa SENHORA.
Nossa mesmo, porque foi uma coisa, como pregar sobre o “amor de mãe”, sendo que eu não havia experimentado este amor.Relutei, não queria pregar, mas por insistência deste meu irmão paroquiano resolvi aceitar o desafio.
Contudo em minhas orações diárias, tive uma conversa com Nossa Senhora, e disse que falaria sobre ela se eu alcançasse um milagre. E que não falaria a ela sobre o que o meu coração desejava, pois Ela já sabia.
Bom, chegou o dia da pregação e nada do “milagre” acontecer. Contudo recebi uma ligação deste meu amigo paroquiano me informando que minha pregação ficaria para a próxima semana (quarta-feira), pois havia acontecido um probleminha de organização.
Por dentro eu saltava de alegria, e disse a Nossa Senhora “bem feita”, você não cumpriu nosso trato, também não vou pregar sobre Você, risos.
Mas meu dilema não havia acabado, pois na semana seguinte eu teria que pregar, na verdade só ganhei um pouco mais de tempo.
Quando foi na sexta feira, algo fala no meu ouvido e creio era o Espírito Santo de Deus, e neste falar ele pedia para que eu escrevesse a minha história para um radialista que tem até hoje um programa se eu não me engano na Rádio Capital, o nome deste radialista é ELI CORREIA. As vozes nos meus ouvidos eram tantas que eu resolvi escrever, e assim o fiz.
Segundo me disseram, pois eu não ouvi este radialista leu a minha carta numa segunda feira, e um sobrinho dela escutou e entrou em contato com seu tio, ou pai não sei direito e perguntou se não era a minha mãe, pois na carta eu havia dado todas as informações sobre ela.
Na quarta feira dia da minha pregação, contrariado, pois esperava algo que até o presente momento não havia recebido, fui até a Paróquia buscar alguns documentos que me dessem base para minha pregação.
Ao chegar em casa recebi uma ligação e uma pessoa que estava do outro lado da linha me disse assim: “Flavio, encontramos sua mãe”. Fiquei atônito, pois não havia conversado com ninguém sobre o meu desejo, a conversa era um particular que eu tive com Nossa Senhora.
Como um bom descrente “titubeei”, mas as informações eram tão precisas que chamei alguns dos meus irmão e fomos conferi. De fato era ELA, MINHA MÃE.
Ela morava em Santo André, a cidade onde por quatro anos cursei a Universidade do Grande ABC.
O Encontro foi um misto e raiva, magoa desespero e amor. Ela morava num local bem pobre, sozinha, abandonada e vivia de uma aposentadoria por invalidez, pois ela tinha várias doenças. Na verdade não era uma aposentadoria e sim um auxilio.
No mesmo dia levamos a para casa, e a noite foi pregar com a presença do meu milagre a minha própria mãe.
Na verdade foram dois milagres que tive essa noite. O primeiro, Nossa Senhora Maria de Nazaré intercede por nós, e o momento de conhecer minha mãe era aquele, não podia ser em outro momento, e Dona Maria do Carmo Matias estava ali comigo, testemunhando essa intercessão.
Hoje minha mãe descansa nos átrios de Deus.
                                         Minha mãe, abaixo minha adorável irmãe Fátima Rosângela Vitor que doou parte de sua vida por nós.
Essa história ainda teve conseqüências diversas que quem sabe um dia possa eu escrevê-la aqui. Todavia meu desejo é dizer aos filhos que não amam suas mães, que não as respeitam ou as ignoram não façam isso, ao contrário amem suas genitoras e por elas tenham amor e carinho. Hoje eu posso dizer,assim como meus irmãos. Nós temos um retrato de nossa mãe.

2 comentários:

  1. Linda homenagem! Que o dia seja lindo como teus escritos!

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  2. me mocionei muito com sua historia ..gd bj

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