Nós professores que temos para comemorar amanhã?
Amanhã, 15 de outubro, o Brasil
comemora o Dia dos professores, e é uma pena que não tenhamos tanto o que
comemorar. Infelizmente os nossos governantes não dão a devida atenção aos
educadores desse grande país. Os motivos todos nós já sabemos, porém o que é
preciso ressaltar que uma Nação só se torna “competitiva” palavra essa tão
usada hoje no mundo capitalista, quando há um investimento na formação do seu
povo.
Ser educador é muito mais do que
ensinar as primeiras letras rudimentares e apresentar os conhecimentos já
adquiridos pela humanidade. Ser educador é discutir, analisar, construir, desconstruir,
motivar o desejo de pensar, questionar, incentivar, descobrir as linhas e as
entrelinhas dos textos produzidos por outrem, ou por si mesmo. Educar é ensinar
e ao mesmo tempo aprender que por mais utópico que seja, buscamos um país que
não tenha desigualdade social tão gritante como o nosso.
Uma escola é uma pequena célula
social, nela esta inserida todos os tipos e modelos que encontramos na
sociedade, reproduções perfeitas de discriminação, preconceitos, subordinações,
desigualdades, entre outros.
No filme “Thats what I am”, temos
um retrato bem claro do universo escolar, com todas as suas complexidades e o
preço que se paga quando se luta por mudanças.
Faço um convite a todos que lerem esse texto a assistirem esse filme.
Outra coisa é preciso denunciar a
situação da escola pública brasileira, as condições de trabalho e os baixos
salários pagos aos professores e aos demais funcionários que nela atua.
Ser educador não é sacerdócio,
não é fazer por amor, não esse amor piegas, que é defendido por alguns que se
quer exerceram a função de educador, amor esse que nega a existência e a subsistência
daqueles que fazem a escola acontecer.
Reporto-me ao filme americano, mas
podemos visitar as escolas públicas brasileiras e tirarmos nossas próprias conclusões.
Como comemorar um teto de R$ 1900,00?
Como ouvir calado que um
professor faz parte da classe média brasileira. Que classe média?
Assalariado ser classe média é um
tanto quanto que absurdo e inaceitável.
Como ouvir assistir passivamente “profissionais
da educação” adoecer pelas condições atuais em que estão sujeitos e não terem
um atendimento digno no seu hospital, que outrora fora construído para atendê-los,
juntamente com os demais funcionários que compõe o quadro de servidores
públicos.


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