domingo, 3 de março de 2013

ALERTA AOS PROFESSORES





Nos professores do Brasil, temos uma força incrível,porém deixamos muito a desejar com nossas postagens.
Claro é delicioso postar nossas aventuras, viagens, e outros.Porém essa ferramenta (FACEBOOK) também é um meio que deveria ser utilizado para denunciarmos os absurdos vividos em nossa carreira, o que passamos diariamente nas salas de aula e como somos tratados.Alguns questionarão, mas lerão o que escrevemo?
Eu afirmo e reafirmo se do seu grupo de amigos, dez lerem suas proposições você já estará ganhando. Precisamos desmistificar que professor ganha bem no município e no Estado de São Paulo, assim como nos demais Estados da Federação do Brasil. Que professor faz parte da classe média, é fácil fazer essa comparação se levar em conta a miserabilidade que o povo vive,mas também é fácil de derrubar esse argumento quando comparamos as demais profissões. Profissões essas que precisaram de professores.
Precisamos fazer discussões profundas e politizadas da real situação educacional do Brasil.
E aqui eu incluo as avaliações externas e internas que são instrumentos apenas para penalizar professores. Discutir a situação das escolas no quesito de ter mais autonomia no recebimento de matriculas, incluo aqui a Educação de Jovens e Adultos, nada de fechar salas, ou matricular alunos onde eles não desejam estudar e garantir salas abertas mesmo quando essas são compostas por poucos alunos.
Acabar com a terceirização do Ensino em todos os setores, e aqui rechaço as salas conveniadas com OGNs.
Educação é direito de promoção do Estado, e sabemos que muitas organizações não governamentais prestam um desserviço a população.
Discutir a participação da sociedade de forma organizada e formativa a elaboração do Projeto Politico e Pedagógico das escolas.
Criar centros de formação contínuas dos educadores, não só dos alfabetizadores,mas de todos,afinal de contas um área de conhecimento esta ligada a outra, nosso conhecimento não pode ser fragmentado.
Incentivar e proporcionar formação acadêmicas aos professores,tais como mestrados,pós e doutorados.
Enfim, os problemas educacionais não serão resolvidos com os nossos silêncios, motivados pelo medo de manifestação. Não esperemos que governos " x ou y", venha fazer a sua parte de educador,pois não irá, você é um trabalhador, e governo é patrão.
Tapinhas nas costas, palavras bonitas  e pseudos abonos não pagam as suas contas no final do mês, nem garantirão uma aposentadoria digna, haja vista que fomos prejudicados com as inúmeras mudanças na previdência,com a falácia de que hoje vivesse mais, ou seja aposentadoria é sinônimo de morte. Você tem que se aposentar e saber que estas prestes a morrer.
Sendo assim,faz se necessários que nós professores sejamos politizados, revindiquemos dos atuais governantes condições dignas de trabalho. 
Um quadro significativo de professores encontram-se doentes, afastados,ou readaptados e quais são os motivos disso, péssimas condições de trabalho.
Professor não é sacerdócio,até porque sacerdote não trabalha de graça, ledo engano quem pensa assim.
Pensar que os problemas educacionais estão atrelados a má formação dos professores, e isentar os governos de anos de abandono. Assim também o é quando afirmamos que não é só com aumento de salários que resolveremos o problema. 
O câncer é bem maior é as medidas profiláticas precisam ser feitas, com a colaboração efetivas de todos os autores,mas ressalto não há interesse da classe dominante ter uma nação pensante,pois como diz aquela música: "Um elefante,incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais..."
Não podemos ser politizados apenas num determinado assunto,mas dentro do possível, ampliar nossa politização e leque de discussão, buscar apoio de setores sociais engajados com a valorização do magistério e do ensino público de qualidade. 
Chega de dar ao povo migalhas,através de bolsas,mas vamos criar uma nação geradora de empregos, pessoas pensantes.
Sei que para alguns tudo isso é utópico,porém quero lembrar que foi a utopia de alguns e mortes que nos garantiram o minimo que temos hoje.
Professores é preciso questionar, ler, participar do sindicato, ser uma voz ativa dentro da sua escola, conversar com os pais,alunos,comunidade,com seus pares, mesmo que para alguns a conversa seja entediante, e é com isso com que o governo conta, com o medo e a inércia de alguns profissionais, enfim, exercer de fato a maestria magisterial. Essas atitudes podem até não mudar em definitivo a situação do nosso país,mais criar um barulho enorme. Não podemos chegar ao final da nossa carreira como a imagem acima: Professor Flavio Costa.


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