Aninha (Rita Pook),Márcio (Breno Viola) e Stalone (Ariel Goldenberg), são três amigos que vivem num Instituto próprio para portadores de Sindrome de Down.
Os três praticamente por frequentar e cuidar da biblioteca do Instituto, desenvolvem uma linguagem baseada nos filmes que eles assistiam diariamente. E é justamente baseado no filme: Telma e Louise, que os três numa inocência enorme saem do Instituto em busca de novas aventuras, e realizações dos seus desejos.
Aninha, sonha em casar-se com um cantor;
Márcio, tem o desejo de voar;
Stalone, conhecer o mar;
O filme é belo, pois ao mesmo tempo que mostra a inocência dos jovens, mostra a peversidade humana com as pessoas que tem necessidades educacionais especiais.
Trabalhei quase dezesseis anos, na Sala de Apoio Pedagógico, um projeto da Prefeitura de São Paulo, que tinha como um dos pilares, trabalhar a auto-estima e ao mesmo tempo desenvolver as competências leitoras e escritoras nos nossos alunos. O ápice das SAPs não era de se trabalhar com crianças com necessidades educacionais especiais,mas sim com crianças com dificuldades de aprendizagem,porém devido a demanda atendemos a todos nas SAPs.
Um trabalho riquissimo onde com toda certeza, eu mais aprendi do que ensinei.
Trabalhei com crianças com Sindrome de Down, Autistas, mielomeningoce e outras patologias.
Tivemos excelentes formações nas entidades: PUC, MACKENZIE, AACD, APAE, USP e outros cursos promovidos por Conae, DOTP.
Esse trabalho foi possível graças a sensibilidade dos gestores anteriores,mas principalmente das nossas Formadoras, a quem devo muito pela minha formação, as Professoras Mariluci Colácio, Professora Arimari e outras, que nos amaram, para que pudéssemos amar aquelas crianças que chegariam até nós.
Ao assitir o filme, me senti um personagem da história, pois a cada avanço que eles tiveram na busca dos seus sonhos e objetivos, trazia a minha mente o meu desejo de ver minhas crianças avançando e sendo aceitas na sociedade.
Não é fácil trabalhar com crianças com necessidades educacionais especiais, porém mais dificil ainda é ter filhos nessas condições e vê-los sendo rejeitados, sendo assim me colocava na pele daqueles pais. Portanto a luta deles, era a minha luta.
Os avanços que muitos não enxergavam, pois esperavam muito, eu simplesmente me derretia de orgulho!
Esse filme foi um grande desafio, e ao mesmo tempo uma lição de vida para todos nós. Nossas crianças com necessidades educacionais são capazes de aprender. Esse aprender pode ser o não padrão socialmente dito, ou o esperado.Todavia é a aprendizagem que eles precisam para se inserirem nessa sociedade desenfreada.
A alegria contagiante desses três artistas, deve ser a nossa alegria. A simplicidade deles o nosso caminho.
Hoje a rede Municipal de Ensino de São Paulo, desenvolve um trabalho maravilhoso com as Salas de Apoio Acompanhamento à Inclusâo.
A Escola Municipal Professor Antonio de Sampaio Dória, local onde leciono há 22 anos,traz no seu quadro de funcionários, uma professora maravilhosa, Prof. Maria Inês, que doou todo seu amor,esforço, carinho,dedicação para que os alunos que eram atendidos por ela, fossem reconhecidos dentro da escola, como cidadãos. E tudo isso só foi possível graças a sensibilidade da nossa diretora, Professora Lourdes Quadros, que em nenhum momento mediu esforços para que as crianças recebessem um tratamento digno e humanitário.
Parabenizo, os três artistas, vocês são maravilhosos.
Marcelo Galvão, não tenho palavras para parabenizá-lo. Cara você foi dez!!!
Prof. Flávio Costa

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