Desde o inicio da humanidade, comunicar-se sempre foi o desejo do homem, afinal de contas ele não foi feito para viver isolado. Para isso ao longo do tempo foi inventando vários recursos para se comunicar. Até pouco tempo atrás, a carta era um instrumento tão esperado, que muitos esperavam ansiosamente a presença do carteiro. Do outro lado o escrevente tentava colocar na carta todas as noticias que podia, às vezes para não pagar tanto no selo escrevi até nas bordas da folha.
E falar com um parente pelo telefone, nossa era um horror! Filas e mais filas, mas ninguém desistia, pois falar com “mainha” ou “painho” não tinha preço, bem como os demais parentes e amigos. Gastavam-se fichas e fichas de telefone, coisa que essa geração não vivenciou.
Havia-se um desejo, uma vontade de estar juntos, de partilhar, de alegrar-se que não é possível mensurar.
Com o avanço tecnológico, a distância passou a não ser mais um empecilho, porém o movimento tem sido o contrário, as pessoas estão cada vez mais distantes, enquanto a virtualidade aumentou, o afeto, o carinho e tantos outros sentimentos nobres estão se perdendo.
Outra coisa o fato de se ter vários “amigos” nas redes sociais, não é garantia daquele desejo de estar juntos.
Muitas vezes as conversas são frívolas, inúteis, o que são postados em nada contribui para o crescimento de uma amizade sólida, ou construindo conhecimentos mais profundos.
É verdade que as redes sociais são em parte entretenimento, mas também é verdade que é um instrumento que se bem usado pode provocar mudanças profundas na sociedade.
Aquele desejo antigo de partilhar com os parentes e entes próximos citados acima, ganha uma proporcionalidade fenomenal.
Será que estamos usando mal, as redes sociais? Ou ainda não aprendemos a sua funcionalidade?
Não sei, alguns gostam, outros não.
Com isso não estou sentindo saudades do passado, ao contrário, quero o mundo cada vez mais tecnológico, mas que não haja em nós o desdém pelo outro, ou pelas coisas boas da vida!
Prof. Flávio Costa

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