segunda-feira, 25 de março de 2013

Vinde a Paixão Morte e Ressurreição do Nosso Senhor Jesus Cristo

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Nós cristãos, iniciamos essa semana com muito júbilo, pois ela é o ápice da nossa Fé. Recordamos a Paixão do Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja, o filho de Deus veio a Terra e habitou entre nós, o que no evangelho de São João encontraremos no capitulo 1º, v 14 a seguinte menção “O verbo se fez carne e habitou entre nós...”.
Esse habitar ganha dimensões imensas, por Ele, Jesus Cristo não veio a passeio na Terra. Seu objetivo, não era colher dados de como o povo vivia, para depois transcrever e mandar um relatório para o seu Pai.
Sua vinda teve um propósito, e esse propósito começou se assim podemos dizer já na escolha dos seus apóstolos. Se estudarmos a fundo as características, veremos que eles eram homens simples, às vezes sem instrução, bruto nas palavras e ações, tome por base o evangelho segundo Pedro, capítulo 18,1. Esse trecho do evangelho é lindo, pois no ímpeto de defender Cristo, Pedro não vacila ao sacar sua espada, sendo depois reprimido por Cristo. Mas em outra oportunidade estudaremos Pedro, o primeiro papa da Igreja.
Jesus Cristo, ao longo de sua pregação, mostrou através de gestos, milagres, o propósito e o que Ele veio, ou tentou instaurar na Terra.
Vã são as filosofias, teologias e outros estudos que não reconheçam, ou não tenham a clareza desses propósitos.
A opção preferencial pelos pobres é clara nas intenções de Cristo. Pobre aqui, não pode ser entendido somente como aquele que não tem dinheiro. Pobre é todo aquele que é marginalizado, excluído, discriminado, enfermo, que tem dinheiro, mas que infelizmente não percebeu que estamos aqui de passagem vide a parábola do rico e Lázaro, contida no evangelho segundo São Lucas, cap.. 16, v19. Pobre é aquele que faz dos seus estudos, da sua inteligência mecanismos de marginalização de outros. Consultemos a 1ª epistola de São Paulo aos Coríntios, cap.. 1. Pobre é aquele que foi revestido de poder pelo povo, mas nada faz pelo povo, ao contrário o massacra, e esses pelo tanto que lhes foram dados, tanto lhes serão cobrados, evangelho segundo Lucas, Cap.. XII, versículo 47 em diante. Pobre é aquele que é religioso, que exerce uma função importantíssima, mas não esta atenta a ela e vive para si, como fariseus, doutores da lei, zelotas e outras, esquecendo seu verdadeiro papel de evangelizador. Esses sem comentários.
Cristo nos ensinou e mostrou a verdadeira face do seu Pai. Um Pai que acolhe que ama que perdoa que sofre junto, que espera que reconhece as dores e limitações do filho, que não deixa ninguém para trás, uma ovelha faz falta, um filho que retorna é motivo de alegria. No evangelho segundo Lucas, nos primeiros capítulos e no onze em diante fica claro essa características de Deus.
Cristo renova a Aliança que o homem havia perdido com seu Criador.
Foi preciso que o Cristo, que também é Criador viesse viver, sentir, aprender, conviver com aqueles que foram feitos a sua imagem e semelhança, fazer-se um de nós, em todos os sentidos, menos no pecado.
Agora pecado, não são essas bobagens que são colocadas para assustar as pessoas, fazendo reféns de Deus.
Deus não quer ninguém como seus reféns, assustados com seu Poder.
A Paixão e ressurreição de Cristo é outro sinal do preço que se paga, ao fazer uma opção. Fazer uma opção é ter clareza que isso terá consequências, e que essas podem ser fortes e drásticas demais, como a morte na Cruz.
Penso ser muito singelo dizer que Cristo morreu na Cruz para pelos pecados dos homens, digo singelo, não estou dizendo que não seja verdade. Todavia Cristo foi assassinado, por defender as minorias, por não aceitar a hipocrisia das classes dominantes à época.
Cristo morreu, porque não se escondeu, foi claro, objetivo, honesto, sincero, humilde e o preço foi a CRUZ.
Hoje venho tantas pessoas defendendo Cristo, mas perseguindo aqueles que Cristo defendeu.
A Ressurreição de Cristo foi e é um vencer a morte, mas é acima de tudo um olhar de que EU não morri, eis que eu estarei contigo todos os dias até o final dos tempos. Evangelho segundo Mateus, Cap.. 28, versículo 19. Também é um sinal que não devemos ficar parados olhando para o céu esperando que as coisas aconteçam, sem que não haja compromisso nosso com as mudanças sociais. Atos dos Apóstolos, cap.. 1, versículo 10.
Fico impressionado, com as Igrejas fazendo a procissão do Cristo morto, confesso já participei de várias, mas esta errada. A procissão tem de ser do Cristo Ressuscitado, que ainda caminha com o povo, que sofre com seu povo, que não vive enclausurado nas Igrejas, e nem esta engessados em dogmas e doutrinas.
O Tempo é de evangelizar com um novo ardor missionário, igreja fechada é desserviço à obra de Deus. Se um padre descansa na segunda, o outro na terça, mas as Igrejas não podem ficar fechadas.
Outra coisa, não é povo que deve buscar a Igreja, mas a Igreja atuante é que deve ir ao encontro do povo, pois foi o próprio Cristo que disse: Ide por todo mundo...,evangelho segundo Mateus, capitulo 28, versículo 19.
Vivamos sim a Ressurreição, mas não com aqueles olhares de tristeza, ou se estivéssemos mortos. Vivamos com a certeza que Cristo vai à frente e somos seus seguidores, a caminho do Reino definitivo.
Cristo ressuscitou Aleluia!!! Feliz Páscoa 
Professor: Flávio Costa

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