Sabiamente, Padre Zezinho ao compor a música “Uma criança”, nos convida a refletir num dos grandes mistérios que a vida nos convida, ou melhor, nos impulsiona.
O que é preciso para ser feliz?
Ao mesmo tempo, ele nos traz a memória, o evangelho de Jesus Cristo, segundo São João: NO PRINCÍPIO ERA O VERBO E O VERBO ERA DEUS E O VERBO ESTAVA COM DEUS (JO 1:1) E O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS.
Sim, pois ser feliz para nós cristão é procurar imitar os gestos de Cristo. E os gestos se tornam eficazes no Verbo, pois indica ação, estado, ou fenômeno da natureza, dentro da nossa língua mãe, e pode com todo certeza aplicar-se nessa reflexão.
Amar, sonhar, pensar, viver, sentir, sorrir e poderíamos acrescentar aqui tantos outros verbos, pois são expressões humanas.
Muitas vezes os verbos conjugados por nós, em nada nos ajuda a crescer espiritualmente, pelo contrário nos reduz ao egocentrismo, a individualidade pregada neste mundo, onde o ter vale mais do que o ser.
A pergunta que bate forte é: O que de fato temos? O que de fato somos?
Têm-se, por quanto tempo? A vida vai, ela é um sopro, e não carregamos nada, eu disse nada.
Ser feliz, de fato é poder conjugar os verbos acima de forma coletiva. Sou feliz, porque meu irmão esta feliz, ou é feliz! Eu amo, porque o amor é à base da minha espiritualidade.
Eu penso por isso não aceito as coisas de forma pacificas, mas questiono as suas origens, os seus por quês?
Eu sinto, pois em mim bate um coração que não pode ser de pedra, insensível, cego, diante das injustiças que eu presencio diariamente.
Eu sorrio, porque Deus habita em mim. A alegria esta inserida em nós, a depressão, apesar de bater na nossa porta, não nos pertence.
Eu vivo, pois fui chamado a viver, e mesmo com a morte física, meu espírito permanece vivo junto ao Pai.
O segredo da felicidade que Padre Zezinho, nos instiga a pensar é justamente isso, amar como Jesus amou, pois não pertencemos a este mundo, apesar de estarmos nele. Somos cidadãos de um Reino Maior, indescritível.
Portanto, faz se necessário avaliarmos a todo o momento. Que sentido estamos dando as nossas vidas?Pense indiferente da sua fé, da sua crença! Prof. Flávio Costa

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