sexta-feira, 26 de abril de 2013

Que pais é este?

cego_surdo_mudo O povo brasileiro tem assistido como natural, o acirramento entre dois poderes importantíssimos no estado de direito que vivemos em nosso país.
O Judiciário x Legislativo.
Vale lembrar que cabe ao Legislativo brasileiro, elaborar as leis, porém cabe ao Judiciário fiscalizar para que essas leis não venham ferir os preceitos contidos na nossa Constituição.
Zelar pela Constituição Brasileira é zelar pelas conquistas adquiridas com muito sangue derramado ao longo da nossa história.
Não é a toa que o Judiciário se sente engessado pela falta de investimento que se há na pasta.
O que o Congresso tenta nesse momento ao limitar a criação de novos partidos, a participação no fundo partidário em nada tem haver com a criação de partidos “nanicos” que buscam vender apoios, e sim minar aqueles que querem ir para o enfrentamento com os poderosos que estão presentes hoje na política brasileira.
Tentar tirar a poderes do Supremo é um golpe sério a democracia brasileira, e que não podemos nos calar.
Outra coisa, se o Legislativo Brasileiro tem tanta vontade de mostrar serviço, porque não se une ao Judiciário para fazerem as reformas tanto política, quanto penal, civil e outras.
Tais medidas se bem feitas, e com propósitos de melhorar a qualidade de vida da população brasileira, certamente teremos uma sociedade igualitária e justa.
Causa estranheza num ano que antecede as eleições, que houve condenações dos mensaleiros, o Planalto tomar essa medida.
É chamar a população brasileira de “tonta”, pois utiliza de regimes da ditadura só que de forma camuflada para impor seus próprios interesses.
Interesses esses que em nada contribui para o crescimento do Brasil, ao contrário tem a clareza em manter um país engessado por poderosos que até pouco tempo atrás brigava nas ruas e ocupava os espaços públicos pedindo transparências nos poderes constituídos no Brasil.
O fisiologismo instalado é vergonhoso, pois em nome de uma governabilidade, passasse por cima de princípios básicos, como a ética e a moral.
Aprofundando mais a discussão, usar a máquina pública para interesses partidários é um golpe estrangulador para a população.
Infelizmente temos uma população que não é motivada a pensar no que vem acontecendo no nosso país, haja vista a quantidade de “bolsas” espalhadas, cada qual com um nome diferente que não leva o povo a crescer e tão pouco a consciência política.
Volto a parafrasear a música da Banda Titãs: A gente não quer só comida...
A da Legião Urbana: Que país é este...
E tantas outras espalhadas por aí.
Professor: Flávio Costa

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