quarta-feira, 17 de abril de 2013

Somos cadáveres adiados!

Cadaver Somos cadáveres adiado. Essa frase de Fernando Pessoa é chocante, assustadora, e ao mesmo tempo complexa, porém traz na sua essência uma grande verdade, pois nos convidada a refletir o nosso papel social, sabendo do nosso final aqui nesse plano.
O que faz um cadáver ? Acredito que todos saibam, ou seja, "nada", sim é assim que muitas vezes nos comportamos diante dos problemas que nos são apresentados diariamente.
Tais problemas não são apenas pessoais, mas acima de tudo sociais.
O nosso conformismo, aceitação, achar que é assim mesmo que as coisas acontecem, que determinados assuntos não se devem discutir, pois não terão mudanças nos assemelha a cadáveres, e porque adiados ? Justamente por vivermos numa zona de conforto, onde o aceitar é mais "tranquilo" do que o questionar, o fazer e reconhecer os nossos direitos.
Quando alguém diz: "Eu não quero discutir tal assunto, pois não vai mudar em nada", de certa forma assina, chancela uma sociedade desigual, desumana e contraditória. A palavra discussão ganhou um sentindo diferente dua sua etimologia, discutir é buscar caminhos, buscar equilíbrio, buscar o entendimento.
Esse entendimento é fácil? Claro que não, pois envolve poderes de todas as naturezas, mas faz se necessário trazer a luz do conhecimento, afinal de contas que sociedade queremos, tanto para nós, quanto para aqueles que estão ao nosso entorno ? Sair do conformismo também não é fácil, pois é se expor, é dizer meu pensamento é este, mesmo que aos olhos de alguns isso não signifique nada, porém a neutralidade é a isenção que se faz do seu ser social.
Um dia todos nós seremos cadáveres, falarão por nós, não tomares decisões nenhuma, no minimo poderão cumprir aquilo que deixamos por escrito e só, e olhe lá, muitos se quer se preocupam com isso. Sendo assim a mensagem que deixo hoje, a todos os meus amigos do amigos do face é a seguinte:
Não se antecipe a sua situação de cadáver, fale, posicione, lute, conquiste, trabalhe para que a sociedade seja menos desigual, que aqueles que estão a margem da miséria saiam dessa situação. Seja um cidadão, com o pleno gozo dos seus direitos e deveres. Prof. Flavio Costa

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