Hoje dia 17 de maio, dedicamos a luta contra a Homofobia, que para alguns pode não parecer nada.
Um dia tolo, uma briga que não vai dar em nada, porque o mundo sempre foi assim, ou seja, o homem foi feito para a mulher e vice versa.
Todos nós sabemos que isso não é verdade, pois se nossos conhecimentos tivessem como base esse modelo de pensamento, as mulheres continuariam lavando, passando, cozinhando, sem nenhum direito, inclusive nem podendo votar.
As crianças não teriam direito, não seriam se quer vistas como “gente”, tudo se podia fazer contra ela, afinal de contas segundo essa linha racional, criança não tem voz e nem vez, são desprovidas de qualquer garantia de direitos.
Os negros continuariam sendo escravos, servindo seus senhores, pois ainda segundo essa prerrogativa eram desprovidos até de alma.
Outros assuntos, temáticas também ficariam na obscuridade da falta de conhecimento e da vontade da manutenção de um sistema que oprime, portanto ter tudo sobre o controle é interessante.
Quando se luta contra a Homofobia, luta-se a favor da vida, que não pode estar associada à sexualidade da pessoa, ou nossas memórias apagaram o holocausto, a inquisição e tantos outros movimentos que acabaram com aqueles que não pensavam, ou agiam como uma parcela significativa da sociedade queria parcela essa, diga-se de passagem, “atuavam em nome de Deus”, ou seja, acreditavam que tinham esse poder.
Não podemos aceitar, ou assistir calados que jovens, homens, mulheres morram vitimizadas pela sua orientação sexual. Que tenham seus direitos cerceados, pois não atendem ao protocolo social.
A luta contra a homofobia é uma luta ampla, não se trata de somente garantir aos homossexuais ou direitos civis, pois isso numa sociedade justa, igualitária aconteceria por si só, mas trata-se do direito a dignidade humana, ao respeito às diferenças, que deveria ser base educacional sólida de pessoas civilizadas, e que amam o seu próximo, sem avalia-lo por esse campo.
Alguns usam de artifícios superficiais para divulgarem suas crenças, utilizando textos bíblicos fora do contexto, sem analisar a comunidade, histórico social da época.
Inclusive ainda enxergam que casamento tem que ter por objetivo final, a procriação. Não o enlace de duas pessoas que se amam e que podem sim no decorrer desse relacionamento gerarem filhos, mas isso de forma natural, sem ter que ser uma obrigação.
Quantos casais preferem não ter filhos, e outros ainda ao invés de terem adotar?
A luta também é educacional, pois se temos essa grande aversão ao diferente, é porque nossa sociedade através da escola e da família, não educa para a diversidade. O homem ainda é visto como aquele que tudo pode e a mulher sujeita de seus desmandos.
Que possa haver geração de serviços, que travestis, transexuais e outros não precisem se prostituir para ter direito a uma vida digna.
Que são felizes ao saberem que crianças são jogadas em sacolas nas ruas, ou abandonadas em orfanatos do que serem educadas por casais homo, como se a homossexualidade fosse uma doença contagiante.
Enfim, a luta contra a Homofobia demandaria um tempo bem maior de discussão, uma tese de mestrado e doutorado, mas que já pode ser exercido longe dos bancos escolares, basta entendermos que quem ama a Deus, educa-se e educado para o amor, não para a discriminação de pessoas. Professor Flávio Costa

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