Tenho refletido muito sobre esse assunto nessa minha caminhada espiritual.
Percebo a indiferença e o desrespeito que alguns têm pelos abyans e pelos yawos.
A pergunta que temos que fazer é a seguinte.
Já nascemos Egbomys ou todos passarão por esse ciclo vital e de suma importância para a continuidade do Candomblé?
Os barracões, as roças são compostas só de Egbomys? Ou pela família candomblecista?
Creio que não!
Sendo assim, uma das missões dos Babalorisás e das Yalorisás e trabalhar para que seus filhos tenham amor, compromisso e respeitabilidade pelo Asé, pelos Orisás.
Tudo isso numa atmosfera de amor e cumplicidade, carinho e respeitabilidade recíproca.
Candomblé é família, e dentro do núcleo familiar todos são importantes indiferentes do estágio que ocupam.
O respeito à hierarquia quando trabalhada no amor não se torna penosa, mas motivo de orgulho, pois os filhos saberão valorizar e passar isso adiante.
Geralmente os filhos imitam seus pais, sentem orgulho e não se esquecem dos seus ensinamentos, salvo algumas exceções.
Dizem que abyans, yawôs são abusados. Quem é abusado, que não respeita o outro, quem não ama o seu próxima, a sua religião não precisa de status x ou y, é problema de caráter e não do estágio que se encontra.
Digamos que é como aquela velha história: “Dinheiro e poder corrompe o homem, não na verdade esses elementos simplesmente revelam a verdadeira face da pessoa, que por motivos específicos estavam escondidos”.
Brajas e tantas outras coisas são símbolos que devem expressar nossa caminhada, nossa dedicação de serviço e zelo pelo orisá.
Outra coisa que é preciso salientar, não é o tempo que eu tenho de feitura que dirá se eu tenho ou não “rumbe”, quantos tem anos de santo e se comportam de forma ínfima, vulgar, pequena. Alimentam suas vidas de fofocas e mentiras. Colocam seus fios nos terreiros, nas roças e por traz fazem coisas horrorosas.
Mediunidade não se brinca! Seremos cobrados tostão por tostão de tudo aquilo que nos foi oferecido e da forma como vivemos!
Contudo nossas atitudes darão testemunhos daquilo que professamos. Asé Motumba a todos! Prof. Flávio Costa
BENÇÃO A TODOS OS MEUS MAIS VELHOS!

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