No carnaval o sagrado e profano se misturam, será correto isso?
Podemos misturar alhos, com bugalhos, sem ao menos entendermos a base que da sustentabilidade a uma crença e os seus dogmas?
Existem segredos que ficam nesse caso especifico dentro do ronkó, ou entres os participantes de uma determinada Egbé.
Homenagear um Orixá, ou os Orixás, respeitando a cultura afro brasileira é uma coisa, agora levar para avenida de certa forma fundamentos de uma religião não é correto.
Lembro me bem, não sei, na verdade não me lembro o ano em que uma escola levou para a avenida a Imagem de Cristo na Cruz e teve que tampar.
Isso ocorreu, pois se trata do sagrado para um determinado grupo social, é violação, por mais que vivamos numa sociedade democrática de Direito, faz se necessário, não ultrapassar os nossos limites. Já há por parte de alguns desinformados que o Candomblé, bem como as demais religiões afro-brasileiras, trata-se de folclorismo, imaginem vendo cenas como essa.
O povo do Santo no meu ponto de vista deveriam repudiar essa postura. Vejam bem, não estou aqui falando mal do Carnaval, até porque eu gosto.
Estou dizendo há limites que precisamos ter nas confecções das alegorias
e nas formas quando pretendemos elogiar, ou prestigiar um determinado credo, pois corremos o risco de estarmos dando um tiro no pé, e misturando aquilo que não se deve misturar.
Agora creio que também que haja informações de pessoas do Santo,pois temos o Ekodidé, a pintura do (Nascimento) Yawô na sua iniciação (Efun), enfim,coisas que somente aqueles que são inciado, salvo se houver pesquisas literárias, alguém trouxe essas informações ao carnavalesco.
Repúdio a foto abaixo da Bateria da Escola de Samba Terceiro Milênio!
Prof. Flavio Costa #estadito

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