Nós, professores da Rede Munici pal de Ensino de São Paulo paralisamos nossas atividades por entendermos que há um descomprometi mento com a categoria por parte do atual prefeito de São Paulo Fernando Haddad e do seu secretário César Callegari. Os 10,19% que estão sendo utilizados como aumento salarial, não é verdade.
Esse percentual trata-se de reposição negociada com a gestão anterior Kassab que já estava previsto em forma de lei para este ano, uma vez que já é fruto de um parcelamento efetuado na mesa de negociação dos anos anteriores.
A questão aqui não é partidária, pois todos sabem que uma parte significativa dos professores votou e elegeu Haddad por acreditarmos que a Política de Valorização ao Magistério seria diferente.
O Secretário Municipal ao pagar a segunda parcela do GDE no mês de janeiro, apesar dos pedidos feitos pelos sindicatos utilizou a mesma metodologia da antiga gestão, ou seja, não houve mudança alguma. Ao contrário penalizou professores que adoeceram durante o ano letivo.
Lembro também da reunião que aconteceu com as escolas que tiveram melhores índices de aproveitamentos nas provas externas, porém eu pergunto ás escolas que não foram tão bem, os culpados são os gestores e professores, ou foram frutos de uma política que não olha para a escola pública com os verdadeiros valores e investimentos necessários?
Se os valores apresentados pela atual gestão contemplam os profissionais, porque outros sindicatos desistiram de assinar o protocolo de acordo?
Queremos uma gestão diferente da passada, que nos trate com respeito e dignidade.
Como garantir uma cidade educadora, quando temos escolas com salas lotadas, sem autonomia, engessada por medidas políticas que não contribuem para o sucesso da aprendizagem dos nossos alunos.
É fato, o tempo de governo de Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo é pouco, mas ao oferecer 0,82 aos professores sinaliza como será sua gestão, e isso não pode acontecer!
Quantas chacotas, nós professores que fizemos campanhas, que fomos às ruas, que conversamos com alunos da EJA, com pais de alunos, não ouvimos dos demais, pois nos acusavam e diziam que o governo não mudaria é nós firmes e fortes fomos até o fim.
Como olhar para esses professores agora? Continuaremos a ser ridicularizados, mas com a certeza de que estavam corretos?
Como encarar os profissionais depois do veto a PEC 310/12, que teve amplo apoio da base dos vereadores do PT no ano passado, no governo Kassab?
Estivemos na Casa de Portugal, em apoio ao Prefeito eleito e saímos de lá com a certeza de sermos valorizados!
É isso que exigimos!

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