Lidar consigo mesmo, com um universo aparentemente desconhecido, que foge ao senso comum não é fácil.
Quando esse “novo” trata-se da sua sexualidade é muito mais complicado do que imaginamos.
Ontem, o Programa “Na Moral”, apresentado pelo jornalista Pedro Bial tratou de um assunto que ainda é tabu para muitos a transexualidade.
Como explicar, como se fazer entender, sentir-se dentro de um corpo onde você não se enxerga?
Como olhar no espelho e não se vê? Não se identificar? Perder completamente sua identidade, e com isso dependendo do meio em que você estiver inserido a diminuição da sua autoestima, e consequentemente todos os problemas emocionais, psicológicos e patológicos que afloram?
Infelizmente o programa foi rápido não abordou com profundidade a temática, porém nos sinalizou o sofrimento real enfrentando pelos transexuais.
Esse sofrimento tem duas dimensões, a primeira passa pela aceitação dessa situação que não é tranquila, e a outra é a social, essa tão cruel ou mais que a primeira!
Nossa sociedade é preconceituosa ao extremo. Poucos são os transexuais que exercem funções importantes no campo do trabalho, muitos são obrigados a prostituir-se, assim como os travestis, os homossexuais.
O peso familiar, o julgamento é outro elemento que pode ser destrutivo na vida dessa pessoa uma vez que ao invés de compreendê-la, o núcleo passa a ignorá-la, ou até mesmo abandoná-la.
É um fardo enorme que essas pessoas carregam até absorver o processo interior que sem escolha ela esta envolta.
Sem mais delongas até porque a temática exige maiores estudos, e muito mais que estudo compreensão social, o respeito, a solidariedade são primordiais para que essas pessoas tenham uma vida digna.
Não são melhores e nem piores do que ninguém! São diferentes? Sim, são, pois a diferença é bela!
Na Moral é preciso ser Trans, pois é preciso enxergar além das aparências, além das evidências, além do visível. Prof. Flavio Costa

0 comentários:
Postar um comentário