quarta-feira, 6 de março de 2013

A morte do vocalista Chorão


A morte do vocalista Chorão, da Banda, da banda Charlie Brown Junior, em causas ainda a ser investigada pela Policia nos traz muita tristeza, não por ser tratar de uma personalidade famosa, mas pelo conjunto dos fatos que parece envolver óbito.

Segundo alguns relatos, o cantor sofria de depressão, que pode ter sido agravada pelo uso de medicação e outras substâncias. Ídolo de muitos jovens e simpatizantes, Chorão mostrava alegria nas suas canções, agradava seu público e mostrava ser uma pessoa carismática!

Todavia, com leituras veiculadas pela mídia, o transtorno sofrido por esse cantor revela uma das doenças que age no silêncio, seu portador, se assim podemos dizer tenta por vários caminhos esquivar-se dela, seja por vergonha, medo, discriminação.  
Enfim é natural àqueles que sofrem essa doença esse tipo de comportamento.

Ao relatar isso, não me baseio em fatos apenas científicos, mas sim em experiências próprias, tenho essa patologia, e faço tratamento.

Lidar com os conflitos apresentados diariamente, e esses podem ser de várias naturezas não é fácil. Nem todos têm facilidade de com isso.

A solidão, o medo, a angústia, insegurança, a não aceitação, stress e outros conjuntos de sintomatologias agravam a depressão, principalmente quando o fator social (relação x meio social), a todo o momento pressiona.

Não é fácil lidar e entender a depressão, pois estamos falando de dor da alma, que aos olhos de outrem se torna invisível, incompreensível.

Segundos os cientistas essa doença é o mal do século e matara muitas pessoas se não houver uma intervenção imediata.

Aproveito este triste episódio para chamar a atenção daqueles que administram nossas cidades, estados e a República Federativa do Brasil, nossos hospitais estão carentes de médicos psiquiatras, de psicólogos e outros profissionais que num conjunto multidisciplinar colaborariam pelo menos tese com a diminuição, ou alivio dessas pessoas.

Não podemos fechar nossos olhos, ou achar que não temos nada haver com isso, ao contrário, trata-se de saúde pública.

Os CAPES não dão conta, a demanda é grande. Outra coisa, encher esses pacientes de medicação também não é a solução, faz se necessário garantir atividades extras, psicoterapias, análises e outros.

Mas um serviço que funcione de verdade, não aquele onde o paciente passa hoje e depois só consegue consulta daqui quatro meses, se conseguir. Enquanto isso ele sai com o bolso cheio de psicoterápicos, para aguentar o tranco.

A comoção pela morte de Chorão é grande, e deve ser, mas a Maria da esquina morreu também, o João do asfalto se foi, e a Rita esta prestes a ir, e me diz ninguém vai fazer nada?

Se antes, internavam os pacientes com transtornos mentais em manicômios, hoje em muitos casos não internamos o que é um avanço e nem defendo a internação, salvo em último caso, mas não podemos deixa-los padecer sozinho como acontece hoje. Há casos, em que nem a família acredita no paciente.

Sendo assim, cabe a mim profissional da Educação e também portador da depressão, conclamar os nossos representantes a não medirem esforços e equipar os hospitais públicos com todos os especialistas da área de saúde. Pagamos por isso, o Brasil tem uma das maiores taxas tributárias do mundo, e um dos péssimos serviços públicos prestados a população, saúde, educação, segurança, moradia, transporte público e
outros estão nesse rol.

Vamos parar de mentir para o povo, não vamos deixá-los morrer de um mal que tem cura.

Vamos ser Honesto!


Professor Flávio Costa


Chorão Por Toda Vida!

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